sexta-feira, julho 14

Só


Nem sombra, reflexo ou miragem surgem de muitos alguns ou poucos.
Na noite, enorme que reduz tudo em seu redor como um deus que prostras diante de si a sua criação, o sonho vagueia em busca da sua realização ao esquecimento.
A noite que arrasta também os corpos, enérgicos ou inertes para um destino previsível ou não, consoante os seus caprichos.
E só, vejo o mundo viver, ainda que, aparentemente adormecido das suas razões e oportunidades.
E é só que espero, anseio pelo libertar do vento que arrasta as palavras escondidas. O vento e o seu segredo atraem a solidão, como um íman e seu oposto, um doce que é oferecido a uma criança.

Uma breve claridade desperta no horizonte, anunciando o nascer de um novo dia, e talvez ainda haja esperança.

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